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Hora-cadeira: o número que separa profissional sério de improvisado.

Funciona pra dentista, médico, terapeuta, advogado, designer, fotógrafo — qualquer um que vende tempo. Se você não sabe o seu, está cobrando no chute.

A primeira coisa que profissional liberal aprende sozinho — e quase sempre tarde — é que o preço que você cobra não tem relação com o preço que o concorrente cobra. Tem relação com o seu CUSTO real por hora.

Esse número se chama hora-cadeira (no consultório odontológico), hora-consulta (médico, psicólogo), hora-cliente (advogado), ou hora-produtiva (designer, fotógrafo, arquiteto). O nome muda. O conceito é o mesmo: quanto sai do seu bolso a cada 60 minutos que você fica disponível pra atender.

E não — não é o seu salário dividido por hora trabalhada. É bem diferente.

A fórmula

hora-cadeira = (custo total mensal + pró-labore desejado + reserva) ÷ horas produtivas no mês

Custo total mensal: aluguel, salário da equipe, software, materiais, contador, marketing, conta de luz, plano de saúde — tudo o que sai do bolso da empresa todo mês mesmo se você atender ZERO clientes.

Pró-labore: o que você quer LEVAR pra casa, líquido. Não é receita — é o que sobra pra você depois de pagar tudo.

Reserva: 10–15% sobre o subtotal pra cobrir imprevistos (cliente que cancela, paciente que não paga, equipamento que quebra).

Horas produtivas: dias úteis × horas trabalhadas/dia × % de ocupação real. Geralmente 60–75%, não 100%. Você não está atendendo nas pausas, nos cancelamentos, nas trocas de paciente.

Exemplo concreto

Dentista com consultório próprio:

  • Custos fixos mensaisR$ 12.000
  • Pró-labore desejadoR$ 15.000
  • Reserva (10%)R$ 2.700
  • Horas produtivas (22d × 8h × 70%)123h
  • Hora-cadeira realR$ 241

Esse é o NÚMERO BASE. Cobrar abaixo disso é trabalhar de graça — ou pior, no prejuízo.

Por que esse número importa

1. Define se você está cobrando ou doando. Procedimento que dura 1h cobrado a R$ 180 quando sua hora-cadeira é R$ 241? Você acabou de doar R$ 61 pra clínica funcionar.

2. Permite negociar com base em dado. Sem esse número você aceita qualquer tabela de convênio, qualquer proposta de cliente, qualquer indicação. Com ele, você sabe exatamente o que é viável e o que é prejuízo disfarçado.

3. Muda o jeito que você vê crescimento. Crescer não é "atender mais". Crescer é "valor por hora aumentar". Mais cliente com o mesmo preço é só mais cansaço.

Como aplicar hoje (15 minutos)

  1. Liste seus custos fixos do mês. Tudo. Aluguel, salários, software, contador, marketing — não esquece nenhum.
  2. Defina seu pró-labore alvo. Quanto você QUER levar pra casa? Não o que você consegue hoje — o que faz sentido pro seu nível de experiência.
  3. Some, divida pelas horas produtivas reais. O número que sair é seu chão. Tudo abaixo dele é prejuízo.

Faça isso uma vez. Em 15 minutos você sai de "achismo" pra "dado". Não muda 100% do seu negócio, mas muda 100% das suas decisões.

Quer fazer esse cálculo no automático?

A planilha 01 do Datink Dental faz exatamente esse cálculo, com simulador de 4 cenários (conservador, atual, agressivo, sonho). Pra dentista. Outros nichos vêm em breve.

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